março 31, 2005

O tempo (6)

O tempo urge,
O meu coração palpita,
Era hora de regressares,
Volta para mim, a tua bonita.

O tempo cai em mim,
E cai na Terra,
Sinto-me isolada neste fim,
Este fim que nunca teve começo.

O tempo mirra,
Aumenta a ansiedade,
Mas cedo se levanta a poeira,
Nas ruas desta cidade.

O tempo comenta com a Terra,
Porque será que o amor nos corrói,
Faz a saudade crescer,
Até que nos destrói.

O tempo, leve tempo,
Flutua sobre a minha alma,
E quando esta mais precisa de serenidade:
Grita sem calma.

O tempo está agora,
Sussurrando no meu ouvido esquerdo,
Diz-me: “o passado já foi embora”
E eu recuso-me a aceitar.

O tempo mantém-se firme,
Dissolvendo o minuto despedaçando a hora,
Este tempo que é tão sublime,
Que não manda a acabada fora.

O tempo faz-me sinal…
Não quero que ele desapareça,
Porque se isso acontecer duvido que,
No meu interior,
o sol volte e o dia amanheça.

Mafalda Chambel

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março 30, 2005

... (5)


Deixa-me sozinha
Com o silêncio da noite.
Deixa-me ouvi-lo a sorrir
Antes de ir dormir.
.
Quero fazer do silêncio
Meu confidente fiel
Quero contar-lhe histórias,
Desvendar-lhe as memórias.

O silêncio é companheiro
E dele faço o meu leito
Nas noites frias e sós.
Voo na sua asa
E repouso na sua casa.
Descando da solidão
Longe da multidão.

Deixo o silêncio ser amigo
Nas horas em que não há palavras,
Deixo-o navegar comigo
E solto as suas amarras.

aster

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março 29, 2005

Tempo,

Example

Tempo,
Tu és aquele que percorre distâncias enveredadas,
Encontras saudades reclamadas,
Revelas amizades perdidas,
Até mesmo tristezas ancestrais.
Recolhes notas de destinos malhados,
Antes vividos, durante amigos, agora cansados.

Tempo,
Tu, és aquele que reclama respeito,
Enganas, e levas tudo a preceito,
Levitando nas palavras andantes,
Sobre campos salinos, bates levezinho, e danças;
Trazes-nos esperanças,
Em lágrimas sulfatadas de corante,
Sangue que incorporas em ventos suados.

Tempo,
Tu és aquele que mente aos meus ouvidos,
Sujas meus olhos com falas de segredos,
Tapas minha boca com amores prometidos,
E dás-me a alma para largar meus medos.
Desenhas fases escuras na minha face,
Para te esconderes nos sorrisos entristecidos,
Alongando as pétalas que caem desprotegidas,
Para sucumbir os desgostos do teu renascer.

Tempo,
Tu és aquele que alimenta os dias de solidão,
Aquele que odeia o toque do teu nome na minha boca,
Aquele que foge ao tema com angustias e horas perdidas,
Aquele que enraivece quando se fala de coração.

Tu tempo,
Que deixas a cabeça oca,
Que aumentas as lanças de vidas,
Que não controlas, e as deixas erguidas;
És aquele que empobrece em cada por do sol,
O que brilha em passos de estrelas de Lua a caminho,
E aquele que nos deixa com o sono mentiroso,
Do amanhã, de novo acordar.

Vítor Zarro

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março 28, 2005

TEMPO (3)

Faz-me esquecer o tempo neste tempo que me agita
Mostra-me que há sempre tempo para quem ao tempo mente
Acolhe-me no teu tempo, que é tempo que não se limita
E leva-me através do tempo, aonde tenha tempo quem sente.


Vamos correr contra o tempo, e despir o sentimento
Esquecer um outro tempo, que nem tempo chegou a ser
Era apenas um murmúrio do tempo, um vago momento
Em que o tempo quis ser lento, quis ter tempo de me ver.


Passa a vida sem ter tempo, aquele que ao tempo foge
O tempo nao perdoa, a quem quer ser com tempo melhor
Corre ao sabor do tempo, nao percas o tempo hoje
Grita ao tempo que é tempo de um outro tempo maior!
Tempo
Petit Prince
João Araújo

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março 27, 2005

HISTÓRIA DO (MEU) TEMPO (2)



Tenho de falar do tempo..
Por isso coloquei um relógio
Na mesa, e começo este poema
A passo de caracol..
Porque o ponteiro das horas assim anda!..
Passo aos minutos do tempo
A passo de girafa,.. e os
Segundos voam como as gazelas!
Tempo,
Mas que tempo tenho para falar?
Vou resolver este assunto com
O meu cronómetro!.. pronto
Assim está melhor..
Tempo,
Queixas do tempo, tenho imensas!
Se chove.. é uma chatice
Fico zangada, e acima de tudo, molhada!
Se não chove.. chatice é!
É uma seca, como esta que está instalada!
Seca,
Tanto do tempo, como do poema!
Tempo,
Eu recordo (alguns) momentos..
Os bons momentos que vivi do tempo
Mas hoje, o tempo vive-me..
É estranha a vivência!..
Porque todos nos queixamos do tempo?
Mas,
E se perguntássemos ao tempo
Que queixas tem de nós?..
Ele sorria e dizia:
«-Desculpem, não posso perder tempo!..»
Alguém entende o que fazer
Sem tempo?...
Eu acabo este poema..
A passo de caracol..
Esgotei o tempo,
Lentamente, arrastando as palavras!
Por isso,
Do Tempo só digo:
« Um espaço que atravesso desde que fui parida,
até ao momento que der aquele célebre.. ai ..
me fechem os olhos.. e pense: Morri!
Depois oiça aquela bela frase que estamos tão habituados:
«-Tão boa senhora, enquanto esteve no tempo!..»
Aí sorrirei,
E somente lhes deixarei,
Este meu pó feito de cinza do tempo
Que aqui vivi!
Este foi o tempo,
A história do (meu) tempo!

{{coral}}
20/03/2005

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março 26, 2005

O que é o Tempo (1)


Tempo...
Pedaços de gente no ar
que voam com o vento
sem caminho nem lugar...
Apenas vagueiam perdidos
esses pedaços esquecidos...
Outros...São recolhidos
Do mundo que acabou
Mas sobrevoa o que ficou
Como uma nuvem carregada
Que precisa ser libertada
De tudo aquilo que não passou.
Tempo...
Momento que não existe
(Existirás agora?)
Sombra que não tem forma
Silêncio que tem voz;
Chuva que não tem água;
Vazio cheio de tudo e de nós...

Existitu para sabermos que havia,
Um tempo que qualquer um sabia,
Não saber o que era, ou o que seria
E que hoje é apenas...Poesia...

Catarina Alves (m0rena23)
24/03/2005

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março 24, 2005

Na cauda do Arco Íris

Quando os dias tem menos cor
dá vontade de segurar
a cauda do arco íris
e viajar nas sensações
de cabelo solto ao vento
numa liberdade sem igual
e assim poder esquecer
e assim poder viver.
Olhando lá do alto
os problemas diminuem
a atenção fica presa
em cada pormenor
nas águas límpidas
de um riacho saudável
que desenfreadamente corre
coleccionando vitórias
no aconchego das flores
que o envolvem de beleza
ele é o refúgio das aves
que o beijam com ternura
é a minha vida renovada
transparente e rejuvenescida
E é na cauda do arco íris
que entro em ti Amor
em cada recanto escondido
e decifro todos os códigos
que te unem a mim para sempre


EstrelaDourada
Filo

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março 21, 2005

AMO O SILÊNCIO

Amo o silêncio e as vozes que insinuam,
Meigas ciciam, musicais, veladas,
Fracas, serenas, pálidas cansadas,
Doces palavras que no ar flutuam.

Amo o silêncio e a luz difusa... E amo
A tarde cor de cinza, a chuva calma,
E o mar sem ondas, liso como a palma
Da minha mão aberta... E em cada ramo

Das árvores sem folhas, amo os verdes
Musgos pendentes, flácidos, em tiras...
Assim, minh’alma extática, suspiras,
Meu coração tranquilo, assim te perdes!

Rude fragor do mundo, sombra fria,
Passa de largo! Não me acordes, não!
Deixa correr a fonte da ilusão,
Enche-me a vida de melancolia...

Cabral do Nascimento
Cancioneiro
Colecção Poetas de Hoje
Portugália Editora


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março 20, 2005

Portas (9)


Fecho portas onde as não há
acobardo-me perante os sim
tremo de medo pelos nãos.
Digo-te verdades evidentes
mascaradas de inocentes mentiras.
Vejo-te de longe com a alma
e reconheço-te na multidão
e sempre na hora exacta
da partida para a viagem
que o meu sangue queima
perco o comboio e o avião
perco simplesmente a coragem
e fico parada num quaquer cais
de uma cidade que não conheço
não sabendo como abrir as portas
que fatalmente me conduziriam
ao ninho que sonho em teu peito


Anna Camarra

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março 19, 2005

... (8)

Uma porta marcada
No percurso de uma vida
Fica no cimo da escada
De uma escada perdida

Muitas vezes sem se querer
Não chega a ser descoberta
Passamos a vida a sofrer
Nunca chega a ser aberta

Mas se por feliz ocasião
A dita porta marcada
Vem parar na nossa mão
Então, será por nós desvendada

Depois de por lá se andar
E começar a descoberta
Depois de muito procurar
Pode ficar entreaberta

Mas aquela porta marcada
Que se abre e fecha na vida
Pode dar-nos uma facada
E a nossa vida será perdida

Batente
Turista

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março 18, 2005

...(7)


Ainda sinto o teu odor!
Ainda guardo na lingua
o sabor exótico
da tua pele macia...
Forte lembrança cristalina!

Desejo-te faminta
e quase te toco
com aponta da lingua!...
Mas os lábios insistem ,
(Insisto)
em cerrar-se...

Não aguento !!!

Anseio algum sentir...
prazer,
toque profundo das elevadas estrelas!
Deixa-me vaguear nas brumas
desse teu corpo infinito...
Matar a saudade
que me consome o peito
e estrangula o sexo!!

De súbito a porta fechou-se
cravando a chave naquele momento!

Oh dor !Deixei de respirar...


fada_O

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março 17, 2005

Porta fechada... (6)

Deve existir algo belo mas banal,
Talvez algo sentido mas escuro,
Está o teu “Eu” no meu peito afinal,
Desmonto a mim mesmo o silêncio
Que me soa calado e duro...
Deve existir algo sentido mas real,
Cá dentro do sussurro o desafio
Na solidão das lágrimas de sal,
Escrevo no meu sono bravio,
Que a mim queima como a cal...
Deve existir algo por trás da porta,
Na rua da palavra triste e irada,
No outro lado o atalho que conforta,
Lado espelhado na porta fechada
Que silencia a solidão morta...
Abre a porta que está errada...
Peço... Abre... Abre esta porta...

Assin: Artur Rebelo
(2005-03-10)

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março 16, 2005

Asas Rasgadas! (5)


A chuva bate na vidraça lentamente
a apatia envolve-me suavemente
refugio-me nos meus pensamentos
a solidão dança em volta de mim
congelando todo meu ser
transformando a minha vida num mar turvo.
Escondo-me, pequenina, timída, enjeitada
desde o nascer do dia enublado.
Trago as minhas asas rasgadas
sofro os meus golpes de raiva
Eles pensam que me conhecem
mas nem eu me conheço
e continuo a ensaiar
a tristeza com um sorriso.
Banho-me num rio de esquecimento
e a porta fecha-se em licêncio.

singularidade


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março 15, 2005

Uma porta ficou marcada na nossa vida (4)

No asfalto negro
Brincaste e cresceste
Sem casa, sem cama,
Sem sítio para pousar.
Na estrada distante
Fizeste a tua caminhada
Sofreste, moribundo,
Tiveste que parar.

Sofro ao ver-te assim
Porque és triste
E eu sou mar
Com fome de te viver.
És agora lembrança
Que pousa suave
No ombro da minha mente.
Nunca te vou esquecer!

Passaste por este mundo
E marcaste o passeio
Com sangue, ranho e suor,
Com o coração inteiro...


aster



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março 14, 2005

...(3)



Uma brisa noctuna,
carregada de sal desatou a soprar.
O dia começa a morrer
as sombras aparecem subitamente na cidade

o sangue estagna
as veias derretem
e o olhar morre

Olhava o mar,
sentia-o mais do que, na verdade, o via
Era apenas uma enorme macha azul
a perder o seu encanto

As noites ensinaram-me o silêncio
e aprendi a falar com a escuridão
a gemer, gritar, dar encontrões nas paredes
quando estava só
Seduzir corpos
possui-los
e deixá-los para serem usados por outros

Uma porta ficou marcada na minha vida
{quiçá, mal fechada
o fechar de uma vida quase mentira
o fechar de uma alma prestes a ser queimada
o fechar de uma vida quase parada

aprendi a esquecer-me
aprendi a esquecer os outros
aprendi a não ser eu

fechei a porta
e fiquei presa entre quarto paredes
lisas, às manchas
frias e quentes
completamente ocas

E quase não dói.

Rose

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março 13, 2005



A nossa historia começou
E uma porta ficou marcada na nossa vida
Queria poder arrancar-te da minha carne
Descolar-te da minha pele
Porque hoje sou uma porta
Por vezes aberta
Outras fechada
E tu, a minha chave



Ana de Castro

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Aquela Porta! (1)

Deparo com a réstea de luz
Que chega daquela porta entreaberta!
Subo a escadaria à descoberta..
Que porta é esta?
Fechei os olhos e imaginei..
De quem seria a casa?
Onde pertencia aquela porta?
Seria bom, seria mau?
Não sei, mas tentei saber!
A escadaria de mármore
Marcava a imponência..
Deste solar, deste lar, do céu?
Deparei com um olhar lindo
Duma menina sentada
Que olhava a janela..
Perguntei-lhe quem era..
Resposta pronta: Não sei!
Andava à procura duma porta..
Porque tinha que escrever
Sobre o tema
E vim parar a esta sala!..
Sentei-me nesta cadeira
Peguei no papel e no lápis
Olhei a porta que deixei
Entreaberta..
Olhei a janela, e fiquei fascinada!
«Estava no céu»!
Agora não sei como falarei do tema..
Porque não me apetece
Sair deste ambiente..
Onde reina a Paz!
Sorri à menina,
Dei-lhe um beijo na testa
E disse-lhe: Não te aflijas,
Eu levarei a tua mensagem,
Porque vou escrever sobre esta porta
Que me trouxe à tua réstea de luz.., e
Que ficará marcada nas nossas vidas!

{{coral}}
10/03/2005

Todos os direitos de autor reservados

março 12, 2005

Nos teus olhos (11)


Nos teus olhos de menino assombrado
brilha uma luz antiga e pura
de um deus unico e pessoal.
Ès um anjo vindo de um ceu novo
com asas de ternura e dor
e dás-te em palavras de revolta e paz.
No fundo dos teus olhos de menino
ensombrados de mágoa e saudade
mora a terna meiguice dos anjos
e a ancestral sabedoria dos homens

Anna Camarra


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março 10, 2005

O teu olhar... (10)



Incrédula perdi-me em teu olhar...!
Mergulhei nesse imenso espelho de águas turvas...
Afoguei repetidas vezes
o reflexo da minha solidão!

Neguei a alma ...
Neguei o nome...
Neguei o amor!
Já não posso mais faze-lo...
estou sem forças!!

Porque olhar-te
é ver-me...!
Hoje peço,
rogo...
bramo aos céus...!
Que o olhar nunca se perca!!

Encontrei-me...
Encontrei-te!

fada_O


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Olhar baço e triste (9)



O olhar baço e triste
Que segue todos os teus passos
Deste mundo que persiste
Sem dar conta dos abraços

O olhar de vagabundo
Que persegue uma ideia
Sabendo que no meu fundo
Também arde uma fogueira.

O alhar frio e distante
Que pousa em mim
Esse olhar perdido, errante
Não acaba, não tem fim...

O olhar que é traidor,
Que faz doer e chorar.
O teu olhar sofredor
Nunca vai saber amar...


aster


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março 08, 2005

Teu olhar é meu destino... (8)



Teu olhar é meu destino...
Sei foi num dia cristalino
Do dia que sabia a mar...
Nasci dum sonho infinito
Dos dias intensos de luar
Nasci do dia mais sentido
Dias e noites no teu olhar...



Teu olhar é meu destino...
Perto do teu lábio felino,
Do dia eterno condenado,
Beijei teu corpo sem tino,
Na falta do olhar vedado,
Ao teu corpo onde defino
Que o beijo e está amado...



Teu olhar é meu destino...
Estou aqui sentindo enfim,
Meus olhos no teu olhar...
Sentida ilusão de carmim,
Reflexo de sonhar teu mar...
Nem sou segredo para ti
Nas noites nascidas a suar...



Teu olhar é meu destino...
Onde visto meu fino calor,
Para ti que me estás a beijar,
São por teus olhos de amor,
Faço tudo, tão bom é o amar.
Amar os quentes olhos de cor
Onde espelhado vou ficar...




Assin: Artur Rebelo
(2005-03-08)

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março 07, 2005

OLHAR (7)



Olho teus olhos com prazer
Procuro ler teu pensamento
Não sei se o deva fazer
Sem o seu consentimento

Se no teu pensamento entrar
O que poderei eu encontrar?
Desejava que o teu pensar
Estivesse em mim, em me amar

A curiosidade é imensa
E receio também algum
A vontade é tão intensa
Que o medo já não é nenhum

Teus olhos para mim sorriram
Como se me dessem permissão
Os meus nos teus penetraram
Fui direito ao coração

Mas que grande maravilha
O meu espanto é enorme
Teu coração é uma ilha
Onde apenas o meu dorme.

José Rodrigues
(cantador)

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março 06, 2005

OLHAR (6)



Amanhece feito de esperança
vejo teu semblante sofrido
o reabrir das janelas
com o teu olhar, caminheiro
aceso na maré do sonho
num bailado de luz
entre todas as cores
de quem chora e ri
como um rio gritando em silêncio.
Despes o dia e recobres a vida
tua face reaparece,como um girassol
corres atrás do mundo
não é uma ilusão esteril
é um futuro sonhado,
que brilha no espelho da vida.


singularidade


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março 04, 2005

olhar (5)


Ainda sinto o teu a olhar
A penetrar a minha pele
Lentamente atravessando
As camadas do meu desejo
Até não sobrar uma gota
Do teu corpo, no meu

Imortalidade

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Olhar (4)



Derrubei o olhar no mistério do tempo
Contornei a ilha da verdade,

Mergulhei embriagada na tortura da noite

Com os olhos saboreio adormecida,
O reflexo de um rosto

Nas paredes descubro os movimentos das mãos
Em sombras cruzadas e finitas.

Sinto o mar
Em rostos cansados de sofrer,

Cigarros que ardem em dedos duros e queimados
Felicidade com defeito dilacerado,
Amor inacessível,
Construído em labirintos

Palavras sem valor manchadas e vazias
Vozes tremulas gastas de desanimo.

Uno as mãos
Um gemido adormece comigo


l.maltez

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março 03, 2005

Olhar (3)

As palavras foram deixadas em cima de uma cadeira
despindo o corpo e deixando exposto ao
frio cortante que vinha do norte
fico apática
à espera de um olhar que me aqueça

Tranformo-me em lua num dia de inverno
que ilumina as ruas geladas

invento sonhos numa terra alegre
{continuo com frio
tento acender as fotografias tiradas no passado
e que pouco a pouco amareleciam com o passar dos anos
mas estou confusa
e completamente só

{continuo à espera de um olhar que me aqueça
{talvez o teu



uma sombra corre pela brisa
e entra-me pelo quarto
os seus lábios mexem-se ou sorriem
olho-o deslumbrada

as nossas bocas unem-se
os olhares tocam-se
o frio sossega de repente



Rose

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março 02, 2005

Olhar (2)



Tento não olhar
Esse teu olhar
E neste poema não te cantar!
Tento disfarçar nas linhas
Do poema
O verde marinho
Que me quer penetrar!... mas
Nessa íris correm, o céu,
Rios, mares, montanhas e vales!
São cursos desequilibrados
Nesse teu eterno olhar!
Tanta luz que irradia
No percurso deste mar! e
Nesse olhar dormi..
Era noite de luar!..
Nesse olhar acordei..
Numa manhã de nevoeiro
Em que o sol queria raiar!
Como posso perder o teu olhar?
É ele que me dá o céu
É a minha luz no mar
Cobertos por este meu véu!
E,
Perante o teu olhar
No meu segredo confessado..
Adormeço..
Porque neste poema
Não te vou cantar!

{{coral}}
25/02/2005

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março 01, 2005

Simples complexidade de um olhar (1)



Na imensidão desta sala
Descubro o sliêncio encoberto,
a suavidade de uma solidão,
presente neste peito entreaberto;
A perfeição deste momento,
torna fugaz a fuga do tempo...
Invade nesta frase,
o sentido do meu comportamento.

Na profundeza deste vazio
Está presente a escuridão de um sentimento
eterno enigma do descobrimento
saudade hercúlea desse desalento!

Nada mais há para encontrar
dentro dum mundo por cultivar,
dentro desta tarde cinzenta,
que já nem o sol pode acompanhar;
Mas antes de pintar este quadro de negrp,
quero chamar a mim o teu olhar,
para que descubra a verdade
que o vácuo ninguém pode observar.

No nada, onde nada há a encontrar
Além da simples simplicidade de amar!



m0rena23





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