abril 30, 2005

A dor Caminha entre nós (4)

Diz o que sentes agora?
"Mulher" vádia que se demora
nas entranhas de um corpo
duma alma que chora
duns lábios que gritam calados
palavras que parecem gelados.
Coisa pequena pela enormidade
Do ser e do poder da maldade
que me fazes e distribuis
não só neste corpo despedaçado
Mas pelo mundo, por ti amaldiçoado.


Diz a verdade. O que sentes?
"Mulher" bicho sem coração
Que nos vestes as veias de solidão
cobres o corpo de terra preta
Reflectindo um nada no chão
Que nos segura a parte abandonada
Por ti, "mulher" tortura... enfeitada
pelo brilho da nossa amargura...
E nos joga no abismo mais alto
e ainda sorri e pede: - Dá um salto.


Sei que não respondes agora
"mulher"; demónio que não chora.
Sei que nada me dirás
mas sei onde te escondes e estás...
Aqui entre nós, que te sabemos
fraca para falar e para dizer
a verdade que já conhecemos
és dor... és "mulher" e...
nós aceitammos e recebemos
o teu silêncio que entendemos ser
a tua forma de sofrer sem falar
pois sabes que te vamos matar...


Catarina Alves/m0rena23

6 Recados:

Em 4:01 da tarde, Anonymous Anónimo escreveu...

"és dor... és "mulher" e...
nós aceitammos e recebemos
o teu silêncio que entendemos ser
a tua forma de sofrer sem falar
pois sabes que te vamos matar... "

Que mais posso dizer ?

Deixo te apenas um beijo
Rose*

 
Em 8:45 da tarde, Blogger Poesia Livre escreveu...

Sim, amei o poema...

Muito belo

Artur Rebelo

 
Em 11:16 da tarde, Blogger Poesia Livre escreveu...

Cathy,
Excelente poema de dor!

"és dor... és "mulher" e...
nós aceitammos e recebemos
o teu silêncio que entendemos ser
a tua forma de sofrer sem falar
pois sabes que te vamos matar... "

Obrigado pela partilha, este blog fica mais rico com as vossas palavras!
{{coral}}

 
Em 11:11 da manhã, Blogger Uma estrela errante escreveu...

Lindo!
Apesar de tanta dor.

Gosto de te ler.

beijo

singularidade

 
Em 8:30 da tarde, Blogger Imortalidade escreveu...

És pura dor cristalina
Ao caminhares em mim
Sinto o frio do teu corpo
Moribundo
Pela fome que teima em ficar
Presa à pele gasta da maldade
De um corpo de mulher
Agora defunto


Este sim foi negro..:)))
Mas valeu a pena a leitura


Besos
Imortalidade/Akivasha

 
Em 10:55 da tarde, Anonymous Eva_E escreveu...

este poema..... doi, mata, fere, magoa.....

E' lindoo....

gostei muito

 

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