Abril 19, 2005

Não fiz barulho... (9)


É dor de amor...
Sinto o silencio dos nossos corpos,
Sinto a estrada do nosso tesão,
Faço do meu ódio o aborto
Que busca a mudez da escuridão...
Quero chorar sem suspiros,
Quero gritar sem som audível,
Quero te amar sem líquidos,
Quero o teu silêncio sensível,
Esse silêncio que o sentes...
Meus olhos doentes
Do orgasmo da vida,
Buscam os teus intermitentes,
Cálice duma tristeza conhecida...
Minhas unhas rasgam tua carne,
E acabas com o silêncio...
Porque gritas?
Apenas te penetrei,
Com as unhas hirtas,
E fiz sangue que adorei...
Profanamente teus olhos assim
Entraram por mim e acusaram,
A virgindade que te roubei...
Um segundo passou,
O lamento abrandou rarefeito,
Sabes apenas o silêncio ficou...
Nem isso ficou, escuto a tua lágrima
A cair no meu peito.

Assin: Artur Rebelo

Todos os direitos de autor reservados

6 Recados:

Em 9:04 PM, Blogger Cathy escreveu...

Artur. Diz-me uma coisa, algum dia disse que adoro os teus poemas e que alguns deles tem aprtes tão..."tão minhas" que sinto-me "dona" da poesia como se tivesse sido eu a escreve-la? Bom talvez já tenha dito, e esteja sendo repetitiva, mas entende...é VERDADE..:P...
Adorei o poema artur...
"Quero te amar sem líquidos"
O amor verdadeiro...aquele que nasce das entranhas do peito, que vive e faz de nos o seu leito, é aquele que nasce, vive e morre sem que dependa dos líquidos que necessáriamente ele faz surgir... O amor de verdade vai além do líquido escorrido do orgasmo que surge do encontro de dois corpos que se AMAM em Silencio...
O Amor Artur...(lol...para que dizer tudo isto se já o sabes?...os poetas sabem isto:)..)
Surge do silencio de dois olhares, vive de coisas pequenas, as vezes mesquinhas, as vezes "só minhas" e sozinhas, e...morre? O Amor morre?...:)...claro que sim, o amor morre, porque tudo o que tem vida morre e o Amor para ser real, tem de acabar, ou seja...nem que seja com a ajuda da morte...ha um momento silencioso que leva a vida a esse sentimento que transcreves duma forma tao..."tao tua" nesta barulho das tuas letras conjugadas em palavras que construiste para nós...:)...
PARABENS...
---m0rena---

 
Em 10:09 PM, Blogger Poesia Livre escreveu...

Artur e Cathy,
Perante o poema e comentário da Cathy, somente deixo um apontamento, eu ainda sou sonhadora com esta idade!.. amo e continuarei a amar a pessoa que um dia olhou para mim e me sorriu. Foi o destino? não sei!.. sei que naquela tarde os amores que eu (pensava que já tinha vivido..) eram ( talvez falsos sinais de amor..)e naquele momento vivi, o que eu sabia (ía ser um grande, mas muito grande amor)olhei aquele homem, aquela nossa troca de olhar, as nossas cumplicidades, a nossa vivência... e foi fatal como tudo! Amor proibido? amor merecido?..ainda hoje tento entender porquê?????
Sobre o comentário da Cathy.. discordo (Amor..quando verdadeiro, não morre nunca)nem na morte física, ou então não é amor!Vocês vão chegar à minha idade, e se calhar perante a minha resposta de hoje, que se calhar até vão rir... Vão lembrar tão delicioso é o amor, quando é AMOR!
A comunhão de dois corpos num só!
Artur, brigado pela partlha do teu poema.
{{coral}}

 
Em 12:15 AM, Anonymous Anónimo escreveu...

bem... ao ler estes comentários.. :o

Concordo contigo Coral, quando dizes :"(Amor..quando verdadeiro, não morre nunca)nem na morte física, ou então não é amor!"

O amor nunca morre quando é amor..

bem Artur, deixo te apenas um beijo
porque as tuas palavras ja dizes tudo
rose*

 
Em 12:47 PM, Blogger Uma estrela errante escreveu...

Lindo , lindo!

PARABENS!

Beijo

singularidade

 
Em 1:20 PM, Blogger Cathy escreveu...

Ainda bem que temos opiniões diferentes do que é o Amor, porque na verdade ninguem sabe o que ele é...e sem querer alongar o que disse e o que tive de vir agora dizer, sem querer parecer "respondona"...A verdade {{Coral}}, quem a possui?...ès tu? é o artur? Sou eu? é a Rose?...Parece-me que não...Parece-me que a verdade sobre tudo e neste caso sobre o Amor..não és tu, nem ele, nem eu, nem ninguem, quer pela idade, quer pela experiencia que a possuam...
A verdade depende de cada um e tu provavelmente dizes que o amor nao acaba nem com a morte porque tens convicções acerca de outras coisas que te levam a dizer isso e Se queres que seja sincera e sendo uma simples rapariga de 23 anos com idade pra ser tua filha...não acredito que tu tenhas entendido uma so letra do k quis dizer...mas aceito a tua opiniao..alias é a da maioria das pessoas. Eu é que não sou de maiorias, tenho a minha, tenho os meus argumentos, parece-me que nao os expus da melhor forma, mas também já não tem interesse...talvez num proximo tema sugerido, possamos falar disto, quem sabe: Amor...vives ou morres no futuro?...
A morte nem sempre é um novo começo..eu nem sei se viverei dps dela...no meu comentario fui realista e tente k os sentimentos que usei fossem os mais "palpaveis" possivel..dai repetir...Amor que é amor, nasce, vive e morre...claro k o amor morre..tudo o que é belo tem de morrer..Ja imaginaram um beijo que fosse beijo durar eternamente? Um abraço que fosse abraço nunca mais desprender-se?...As opiniões divergem e é nessa divergencia que a verdade existe...no sim e no nao de cada alma perdida procurando afirmar-se no que lê e no que diz, de si e duma verdade que acredita existir..e que eu..cada vez mais acredito e Sei...Nao existe NUNCA na totalidade...Jamais existira..a unica verdade é Vida e Morte...para mim para ti para vos..PARA O MUNDO(e para o amor tb)
---m0rena---

 
Em 5:31 PM, Blogger Instantes Perdidos escreveu...

Cathy, tu és uma frenética Versejadora...

Não mereço de coração essas palavras. Eu apenas escrevo versos com algum sentimento.

Quanto ao que me pedes, vou tentar fazer... Mas juro que os meus poemas eróticos são muito fracos e muito parcos.

Obrigado pelas tuas palavras belas. Sobre o amor, só sei que amei tanto que me doeu muito e ainda doi... Mas mesmo após esta dor toda posso dizer que pouco ou muito pouco sei do amor.

Sei que doi muito...

 

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