maio 25, 2005

Sou um assaltante giro e insignificante.


Olhando para as páginas da minha vida.
A resposta está escrita nos meus olhos.
Por todas as palavras que eu não disse,
E todas as coisas que não fiz.
Todas as vezes que olho para as estrelas vejo algo novo.
Quero-te deitar numa cama de rosas.
Fecho os olhos e suspiro...
-Amor cego é verdadeiro.
Hoje á noite estarei sozinho,
Mas não significa que estarei solitario.
Sinto vontade de andar em circulos,
Mas tu pareces uma barreira,
Que não posso ultrapassar.
Meu corpo chora,
As lágrimas que podes enxugar!!!

"Se ser poeta é ser triste,
Então eu não sou poeta,
Sou o próprio poema".

Andy

maio 23, 2005

DOR (12)

Quisera eu hoje escrever,
escrever exatamente o que sinto
com todas as palavras
que desabafassem a minha dor.
Oh, não... eu não consigo.
Para isso teria que falar
muitas palavras obscenas...
Não valeria a pena!
Quem me leria?
Que ouvido me escutaria?
Que importância teria
o meu desabafo?
Quem se importaria
com a minha dor?
Esta dor
que não criei sozinha,
(mas só eu a sinto)...
É só minha!
Não adormece,
não sossega,
não me esquece.

Não, não há revolta,
somente há a impotência,
o pranto a esvaziar
a alma.
O coração, em suspenso,
surpreso a perguntar:
Por quê?

Quisera

maio 20, 2005

Simplesmente...Doi


Doi...
Cá dentro,
Num lugar perdido algures no meu seio...
Doi...
Sem doer,
Neste corpo de alma cansada...

Dor incisiva
que corta sem rasgar,
que pulsa no meu peito em pesar ritmado...
incide
corta
rasga sem sangrar...

vai-se o sentimento,
foge o carinho,
perde-se o amor...
Caminho contigo
Caminho de mãos dadas,
Dois corpos lado a lado...
Nas penosas noites forçadas!

Enfim!
Carrego-te em meus braços
Para não ficar sozinha...

Fada_O

maio 17, 2005

A DOR CAMINHA EM NÓS! (10)


No asfalto ardente
acenderam-se as dores
duma imortal paixão,
longa, quente, ardilosa,
e estupidamente dorida!
No asfalto ardente
a dor caminha em nós
em passos acelerados do fim
com cumplicidades itenerantes
de lágrimas chocadas, e
futigadas de sentir!
No asfalto ardente
caem dois corpos
que se escaldam
no gelo do coração,
mirrados pela censura
da sociedade (tão) puritana
quanto as pobres coitadas na esquina!
Esta dor que caminha em nós
não tem (estória)
morreu nas páginas do livro
que chegou ao escaparates
com todas as páginas em branco!
Dor que caminhas em mim
chega ao fim...esse teu caminho, porque
suspirei, e
apaguei-me em TI!

{{coral}}
18/04/2005

maio 10, 2005

Longe da dor (9)

De um sentimento quente
Embrulho-me na minha pele
Desapareço, evaporo
Só para não confessar
Que vivo com ela todos os dias
Uma verdadeira história de amor
Que se renova sempre que vivo


Ana de Castro

maio 08, 2005

Sofrimento (8)


As visões escasseiam
O porvir vai as extinguir
E os corpos vagueiam
Podres, sem conseguirem sentir

O que resta do nada
É o esboço de algo com valor
Agora tudo é transparente
E sem chão, agora tudo é incolor

Frieza péptica, gélida
Queima por dentro, arde inconstante (…)

De Mafalda Chambel

(...) E assim se dissipa a alegria num vago instante.

maio 05, 2005

A dor a caminhar em Nós (7)

A próposito de nada

Caminhamos a direcções opostas..
Eu com as sombras medonhas
Tu com a luz resplandecente

Cala-te e observa esta foto..
o teu sorriso já não é o mesmo,
o teu olhar não brilha mais..

Poeira.. areia e mais areia..
o mar desaparece, evapora..

As fotos amarelecidas pela tua estupidez,
apodrecem junto às memórias do passado

Cala-te e observa o corpo que já não é teu..

Vendeste-te, queimaste-te..
Tu já não és tu!

Cala-te e deixa-me mergulhar com
as minhas sombras que eu criei

Tenta ouvir uma vez mais
as gotas de sangue que escorrem pelas ruas nuas

Escuta.. cantam para ti!

Agora..
Faz silêncio, porque já não existes mais..

Não existes mais nas linhas do meu caderno..
Não existes mais nos poros da minha pele..
Não estás mais no mar que observava..

Cala-te..
Escuta..

Não existes mais...
{e a dor continuará a caminhar em mim...


Rose

maio 04, 2005

A dor caminha em nós... (6)

O corpo do fruto
Que sementeia o sangue
Denso, insensível e seco,
No amor quente e enxuto,
Que cresce na terra do vazio e
Mora aqui...
Onde não mora nada...
O corpo da pedra dura já lançada,
Que assim atinge severa,
Provocando dor na alma lacrada,
No destino que aqui me encerra
Onde já vive a dor eterna
E odiada...
A cor do fruto verde
Que jamais amadurece,
Nem no tempo infinito
Da pedra que sempre desvanece,
Num momento de atrito...
Sabes? Dou tudo
Para que sintas o sangue oculto
Da dor que mora aqui...

Artur Rebelo

maio 01, 2005

Dor (5)


A dor arde nas minhas entranhas
lágrimas de sofrimento e revolta
as feridas continuam sangrando
O tempo corre veloz
e as memórias estão presentes
nesta alma estilhaçada
Os laços foram quebrados
a indiferença separou-nos
Eu sou a sombra de alguém.
Quero sorrir, e vibrar
com ecos em gargalhada
derreter esta maldita dor
O meu sangue gela, e o coração endurece
mas a mágoa, perdurará para sempre.

singularidade