maio 04, 2005

A dor caminha em nós... (6)

O corpo do fruto
Que sementeia o sangue
Denso, insensível e seco,
No amor quente e enxuto,
Que cresce na terra do vazio e
Mora aqui...
Onde não mora nada...
O corpo da pedra dura já lançada,
Que assim atinge severa,
Provocando dor na alma lacrada,
No destino que aqui me encerra
Onde já vive a dor eterna
E odiada...
A cor do fruto verde
Que jamais amadurece,
Nem no tempo infinito
Da pedra que sempre desvanece,
Num momento de atrito...
Sabes? Dou tudo
Para que sintas o sangue oculto
Da dor que mora aqui...

Artur Rebelo

6 Recados:

Em 4:16 da tarde, Blogger persephone escreveu...

"Sabes? Dou tudo
Para que sintas o sangue oculto
Da dor que mora aqui..."

Belíssimo, como já nos habituaste.
è maravilhoso ler-te
Grande poeta

um beijo meu
Rose**

 
Em 6:17 da tarde, Blogger Cathy escreveu...

Grande poema...sem minimizar os outros que tão postados e os que possam vir..este..superou as minhs espectaticas.
Beijos Artur..parabens.
---m0rena---

 
Em 11:38 da tarde, Anonymous fadadafloresta escreveu...

sem mais palavras..porque palavras para que?
adorei ler-te
bj
Fada_O

 
Em 12:44 da manhã, Blogger Poesia Livre escreveu...

Artur,
Um bom poema cheio de dor, de palavras enriquecedoras... destaco:

"Num momento de atrito...
Sabes? Dou tudo
Para que sintas o sangue oculto
Da dor que mora aqui..."

Obrigado pela belissima partilha
{{coral}}

 
Em 11:36 da manhã, Blogger Uma estrela errante escreveu...

Lindo, lindo!

Obrigada pela partilha!

beijo meu

singularidade

 
Em 7:59 da tarde, Blogger Imortalidade escreveu...

Meu sangue mora nas profundezas da tua incerteza
E mesmo assim não basta
Saber-te líquido em mim
Quando é tua dor que me escapa


:)))

Parabéns, o poema tem uma abrangência dolorosa que chega a ser deliciosa.


Besos
Imortalidade/Akivasha

 

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