junho 24, 2005

Viajar na nossa terra... (4)

Meu país é Portugal
Minha cidade Lisboa
Nada me levem a mal
Se disser que é coisa boa

Viajar na nossa terra
Tem um especial sabor
Desde o mar até à serra
Viajamos com amor

Viajar do Rio Minho
Até ao Cabo de S. Vicente
As praias são um miminho
As arribas para valente

Temos praias mais adiante
Na bela costa algarvia
Em Sagres esteve o Infante
Que para navegar tudo sabia

Se viajarmos para o interior
Para longe da nossa costa
Os vinhos dão-nos calor
As belezas ganham a aposta

No cimo da Serra da Estrela
Tem-se paisagens de encantar
No Inverno ainda é mais bela
Vem a neve para deslumbrar

Os Açores e a Madeira
A nossa parte insular
São jardins à nossa beira
Que devemos visitar

Se por Portugal se viajar
Só se poderá enriquecer
Sua história é de encantar
Os monumentos dignos de ver


Turista

junho 22, 2005

Moro na terra sem poesia... (3)

Temperei a dor com o meu olhar,
Como gritos que nascem na terra,
Coro na plenitude da dor me rasgar
Na sensação de matar a dor cadela
Dos versos que florescem na minha terra
O importante não é a escrever
Mas sim dentro de nós tê-la...
Temperei o sonho de a ter,
Mas é falso esse sonho
Porque o poema mentia,
Apenas há um ou outro sentimento
Mas sem ser de poesia...
São apenas versos de sofrimento
Que viverão sempre aqui,
Hão-de sempre morar
Na terra desbotada pelo tempo...


Artur Rebelo (Versejador)

junho 20, 2005

Funchal…minha cidade (2)

Funchal…minha cidade
Esse corpo despido pelo sol da manhã
Vestido pelo luar e o céu estrelado
Que vem sentar-se à tua cabeceira
E docemente segreda-te um fado…

Cidade que me fascina
Bocado de terra assassina
Que persegue a tristeza em cada esquina
E com um raio de luz intensa
Faz nascer um sorriso pela sua presença.

Funchal tu és beleza
Com um rosto de amizade
De braços abertos ao mundo
No horizonte que passa ao fundo…
E quando choras de alegria
Tuas lágrimas são de fantasia
E brilham como as estrelas
Fazendo a noite ser um novo dia.

Funchal, os teus cabelos são macios
E quando passeio por ti
Dos teus recantos nascem rios…
Caminham sorrindo sem ter fim
Esses rios vagabundos em mim
Momentos infindáveis criados em ti…

És tu que me viu nascer
És a cidade que quero ver crescer
Enquanto te percorro, crescendo
E te vejo ser eterna enquanto me vês morrendo…

Madeira…Terra do meu coração
Funchal…Cidade minha até à exaustão
Que pinto nos meus sorrisos
Que relembro nos tempos sem verão
Que me assaltam de saudade;
Saudade de um dia te perder,
Te perder de vista minha cidade…


Catarina Alves/m0rena23

junho 13, 2005

Viajo pela minha terra (1)

Viajo pelos rios, vales e montanhas
Viajo pelo sol, pela lua e estrelas.
Caminho por estradas com curvas
Caminho por estradas rectas
E reencontro-me na minha terra
A viver e reviver as minhas aventuras
Aventuras de criança, de adolescência
E agora viver a vida de adulta
Encontra-se buracos mais fundos
Encontra-se outros menos fundos
Mas ultrapasso todos bem ou mal
Encontra-se um sorriso de uma criança
Sorriso esse que me enche a alma
E o meu coração volta a bater mais forte
Para enfrentar novos buracos, novas pedras
Ergo minha cabeça e procuro novas terras
Mesmo que me volte a encontrar nesta
Que será sempre a minha linda terra

Marisocas